@tkdraama: چرا ما اینقدر متفاوتیم ؟ #fyp #foryou #فوریو #جنگ #فوریو_بری_نری_به_چپمه

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Wednesday 26 August 2026 09:53:13 GMT
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hcrjf8
hcrjf8 :
چرا ملت ما انقدر عجیبن
2026-08-27 12:12:10
1
mehrasa.bstani
mehrasa b🏐stani :
فقط ماییم میریم پست بوم؟
2026-08-26 12:24:53
4
dani721.127
Dani721 :
جواب چرا ما انقدر متفاوتیم، چون واقعا کسی که الان با دلار دویست تومنی زندگی میکنه هیچی براش مهم نییییییییییییی حتی اکه بزنننننننن
2026-08-26 18:53:39
11
gcogdii
سید عباس عراقچی :
مردم ایران : بزار فیلم بگیرم خاطره میشهه
2026-08-27 11:02:11
45
killl_1730
. :
اهنگ صدا سیما موقع جنگ تو اخبار :
2026-08-27 06:37:09
16
xiao_yin.666
Gege🇰🇷|♤YOONGI♤ :
یه بار رفته بودیم بیرون با مامان و داداشم، بعد جنگنده تو آسمون رد شد داشت میزد، بغل دستمون اونور خیابون از این عرزشی هاگرفته بودن دسته گذاشته بودن، مامور های اونجا جف کردن به آسمون نگاه کردن، منم به داداشم گفتم الان کدوم جنگنده بود؟ بی ۲ یا چی؟🤣🤣🤣🤣
2026-08-27 06:18:22
3
altairr626
Naghmeh :
من سری میرم سریال دانلود میکنم قبل از نتا ملی شدند
2026-08-26 10:54:10
69
mohabat4604
mohabat :
ایرانیا به سازگاری با محیط زیست معروفن😔
2026-08-26 16:20:59
18
nasrin.arbab6
Elena :
مردم ایران:بریم پشت بوم ببینیم کجا رو زدن
2026-08-27 11:54:20
12
yasnababaii
yasna :
خب نت که قطع نشده
2026-08-27 13:00:21
0
raha39359
RAHA :
والا ما اهوازیم می رفتیم بالا پشت بوم عکس می گرفتیم و نگاه میکردیم و تازه چند خیابون اون ور تر مون هم زدن 😂 و شبی بالای ۱۵ تا میزدن
2026-08-27 12:39:39
1
mahsa_469
عضوی از سازمان جنایی🗣️ :
روتین زندگی در ایران
2026-08-26 21:06:47
2
yoon_so7
عضو سازمان جنایی🟠بنگتن💜 :
ما تو جنگ میریم تو خیابونا با چای و تخمک با همسایه ها میشینیم به پهپادا نگاه می کنیم 😂
2026-08-26 22:11:36
3
user2510596813232
"ÑHŽ♡Pørpłē :
اسم سریال. آلیس در سر زمین مرزی
2026-08-26 11:33:18
1
mmbg.nezamdost
mmbg Nezamdost :
قدرت ایرانی جماعت
2026-08-27 13:43:06
0
rellm9h
И' :
فنلاند. روسیه. آمریکا. ژاپن. چین. ویتنام.بریتانیا.فرانسه. ایتالیا رو جزو کشورای دیگه حساب نکردی
2026-08-27 12:34:47
0
altairr626
Naghmeh :
سریع
2026-08-26 10:54:15
0
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Concentração de renda no Brasil é acumulação de patrimônio que começou em 1534 e chega intacta à PNAD Contínua de 2025, divulgada pelo IBGE em maio de 2026. Nela aparece o tamanho do problema: os 10% de maior rendimento ficaram com 40,3% de toda a massa de renda domiciliar, enquanto 70% do país divide 32,8%. Traduzindo para gente de verdade, numa sala de cem pessoas com mil reais para repartir, dez saem com 40 reais cada uma e setenta saem com 4,70 cada uma. Rendimento médio do décimo do topo equivale a 13,8 vezes o dos 40% da base, e o índice de Gini, que vai de zero, com renda igual para todos, a um, com tudo nas mãos de uma pessoa, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025. Nessa régua a Dinamarca marca cerca de 0,28, e o Brasil fica entre os quinze países mais desiguais do mundo. Essa alta veio de onde já havia estoque. Renda dos 10% mais ricos cresceu 8,7% no ano, ao passo que entre os 10% mais pobres o crescimento foi de 3,1%, quase um terço disso, diferença que o analista do IBGE Gustavo Fontes atribuiu a rendimentos financeiros e de aluguéis num ano de juros elevados. Quem ganhou mais, portanto, ganhou por deter ativo, e não por trabalhar mais ou melhor. Deter ativo custava pouco imposto até o ano passado. Lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas ficaram isentos de imposto de renda por trinta anos, pelo artigo 10 da Lei 9.249/1995, de modo que a principal fonte de renda do topo atravessou três décadas sem tributação na pessoa física. Lei 15.270/2025 passou a reter 10% sobre distribuição acima de R$ 50 mil mensais de uma mesma fonte pagadora, com alíquota mínima efetiva de 10% para renda anual acima de R$ 1,2 milhão, contudo herança segue com teto de 8% no ITCMD, fixado pelo Senado, contra alíquotas acima de 40% em vários países da OCDE. Transmissão barata de patrimônio entre gerações produz exatamente o que a OCDE mediu em 2018, no relatório
Concentração de renda no Brasil é acumulação de patrimônio que começou em 1534 e chega intacta à PNAD Contínua de 2025, divulgada pelo IBGE em maio de 2026. Nela aparece o tamanho do problema: os 10% de maior rendimento ficaram com 40,3% de toda a massa de renda domiciliar, enquanto 70% do país divide 32,8%. Traduzindo para gente de verdade, numa sala de cem pessoas com mil reais para repartir, dez saem com 40 reais cada uma e setenta saem com 4,70 cada uma. Rendimento médio do décimo do topo equivale a 13,8 vezes o dos 40% da base, e o índice de Gini, que vai de zero, com renda igual para todos, a um, com tudo nas mãos de uma pessoa, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025. Nessa régua a Dinamarca marca cerca de 0,28, e o Brasil fica entre os quinze países mais desiguais do mundo. Essa alta veio de onde já havia estoque. Renda dos 10% mais ricos cresceu 8,7% no ano, ao passo que entre os 10% mais pobres o crescimento foi de 3,1%, quase um terço disso, diferença que o analista do IBGE Gustavo Fontes atribuiu a rendimentos financeiros e de aluguéis num ano de juros elevados. Quem ganhou mais, portanto, ganhou por deter ativo, e não por trabalhar mais ou melhor. Deter ativo custava pouco imposto até o ano passado. Lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas ficaram isentos de imposto de renda por trinta anos, pelo artigo 10 da Lei 9.249/1995, de modo que a principal fonte de renda do topo atravessou três décadas sem tributação na pessoa física. Lei 15.270/2025 passou a reter 10% sobre distribuição acima de R$ 50 mil mensais de uma mesma fonte pagadora, com alíquota mínima efetiva de 10% para renda anual acima de R$ 1,2 milhão, contudo herança segue com teto de 8% no ITCMD, fixado pelo Senado, contra alíquotas acima de 40% em vários países da OCDE. Transmissão barata de patrimônio entre gerações produz exatamente o que a OCDE mediu em 2018, no relatório "A Broken Social Elevator? How to Promote Social Mobility": criança nascida entre os 10% mais pobres do Brasil precisa de nove gerações para alcançar a renda média nacional, contra cerca de cinco na média da organização e duas na Dinamarca. Atrás do Brasil ficou apenas a Colômbia, com onze. Quinze decisões de Estado produziram a desigualdade brasileira, e todas entregaram ou protegeram propriedade de quem já tinha. Capitanias hereditárias repassaram o território a doze donatários em 1534, e o governo-geral de 1548 montou a máquina de garantir essa posse. Sesmarias, do século XVI a 1822, reservaram terra a quem dispunha de capital e de escravizados, excluindo o lavrador com posse mas sem cabedal, enquanto o Diretório dos Índios de 1757, estendido à colônia em 1758, dissolveu a propriedade coletiva indígena em favor de colonos. Vinda da corte em 1808 concentrou concessão e privilégio em quem orbitava o poder, e a suspensão das sesmarias em 1822 deixou vinte e oito anos sem regra, período em que a posse valia por título e o grande proprietário ocupou o que a Lei de Terras de 1850 legalizaria pela compra, no mesmo ano do fim do tráfico. Ventre Livre em 1871 e Sexagenários em 1885 libertaram criança e idoso, ou seja, quem não produzia, e a abolição de 1888 veio em dois artigos, sem terra nem indenização. Colonização alemã e italiana no Sul começa em 1824, com São Leopoldo, sessenta e quatro anos antes da abolição, e São Paulo pagando a passagem do imigrante europeu destinado à vaga do liberto desde 1880. República entregou as devolutas aos estados em 1891; a legislação trabalhista dos anos 1930 e 1940 excluiu o trabalhador rural até 1963; e a ditadura somou arrocho do mínimo, crédito rural subsidiado ao grande proprietário e terra pública amazônica a empresas, fixando em 1980, sobre o censo de 1975, índices de produtividade nunca atualizados, o que esvaziou a desapropriação prevista em 1988. Isenção de lucros e dividendos, vigente de 1996 a 2025, encerra a série. Nunca houve redistribuição de patrimônio real no Brasil, e todas essas decisões passaram por autoridade constituída

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