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g1 20 anos - Em 2006, um homem descobriu um câncer de pele agressivo. Foi operado e, depois disso, não havia mais nada a fazer. Nenhum comprimido, nenhuma infusão. Era tudo que a medicina tinha a oferecer para ele. Em 2026, foi a vez da mulher dele descobrir um câncer de pele agressivo, um tipo raro. Ela foi operada, fez radioterapia e começou a receber um tratamento que simplesmente não existia quando o marido ficou doente. Entre um caso e o outro, a biologia dos tumores continuou exatamente a mesma. O que mudou foi a medicina. Nesse intervalo, a oncologia trocou de pergunta. Deixou de perguntar apenas em que órgão o tumor nasceu e passou a perguntar o que ele fez com o sistema imunológico do paciente — e como desfazer isso. A resposta a essa segunda pergunta, a imunoterapia, transformou doenças que eram sentença de morte em condições crônicas, rendeu o Nobel de Medicina de 2018 e criou um problema que nenhum sistema de saúde do mundo resolveu: o preço. Quando o g1 foi lançado, o cardápio da oncologia era basicamente esse: cirurgia, radioterapia e quimioterapia respondiam por quase tudo
g1 20 anos - Em 2006, um homem descobriu um câncer de pele agressivo. Foi operado e, depois disso, não havia mais nada a fazer. Nenhum comprimido, nenhuma infusão. Era tudo que a medicina tinha a oferecer para ele. Em 2026, foi a vez da mulher dele descobrir um câncer de pele agressivo, um tipo raro. Ela foi operada, fez radioterapia e começou a receber um tratamento que simplesmente não existia quando o marido ficou doente. Entre um caso e o outro, a biologia dos tumores continuou exatamente a mesma. O que mudou foi a medicina. Nesse intervalo, a oncologia trocou de pergunta. Deixou de perguntar apenas em que órgão o tumor nasceu e passou a perguntar o que ele fez com o sistema imunológico do paciente — e como desfazer isso. A resposta a essa segunda pergunta, a imunoterapia, transformou doenças que eram sentença de morte em condições crônicas, rendeu o Nobel de Medicina de 2018 e criou um problema que nenhum sistema de saúde do mundo resolveu: o preço. Quando o g1 foi lançado, o cardápio da oncologia era basicamente esse: cirurgia, radioterapia e quimioterapia respondiam por quase tudo "Para escolher o tratamento de um paciente com câncer de pulmão metastático, eu precisava saber apenas se o tumor era de pequenas células ou não", diz Helano Carioca Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center. Era só isso. A sobrevida mediana ficava em torno de dez meses, e 15% dos pacientes chegavam a dois anos. Hoje, o oncologista pede o perfil molecular do tumor e encontra, em cerca de metade dos casos, uma mutação que funciona como motor da doença e para a qual já existe um remédio desenhado sob medida. Em alguns casos de câncer de pulmão, onde a imunoterapia funciona, a chance de um paciente sobreviver pelo menos cinco anos passou de 4% para 33%. #g1#g120anos #g1saúde #tiktoknotícias

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