Rodrigues :
Primeiramente, Cristo é o próprio Deus. O título “Filho de Deus” foi dado ao Cristo pelo próprio Deus, que é Espírito. O anjo Gabriel disse a Maria: “O santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).
Deus já tinha anunciado em Isaías 7:14 o sinal da virgem: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel”, que significa “Deus conosco”. E em Isaías 43:11 ele declara: “Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador.” Em Isaías 52:6, Deus diz: “Por isso o meu povo conhecerá o meu nome.”
Então, no sexto mês, o anjo Gabriel aparece a Maria e anuncia que ela conceberia e daria à luz um filho. E aquele Cristo homem receberia o nome Jesus. Não é que Maria gerou simplesmente “Jesus” separado de Cristo. Maria deu à luz o Cristo homem, carne e osso, e esse Cristo recebeu o nome Jesus.
E o próprio Cristo revela em João 17, na NVI, que recebeu e revelou o nome do Pai: “Eu revelei teu nome àqueles que me deste do mundo” (João 17:6). E depois diz: “Eu os fiz conhecer o teu nome e continuarei a fazê-lo conhecido” (João 17:26).
E como esse Cristo homem foi gerado? Pelo próprio Espírito Santo. Deus, que é Espírito, gerou aquele corpo no ventre de Maria. Por isso Paulo diz: “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo” (2 Coríntios 5:19). E Efésios 4:4 diz que há um só Espírito.
Então não faz sentido dizer: “De Maria nasceu Jesus, mas Cristo não.” Jesus é o Cristo. Cristo é o próprio Deus manifestado em carne. Ele é “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15). A Bíblia não apresenta dois Deuses. Ela apresenta um só Deus, que se revelou em Cristo.
Portanto, aquele Cristo homem, gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, recebeu o nome Jesus, e o sinal anunciado era Emanuel, Deus conosco. Não são dois seres separados. É Jesus Cristo: o Cristo que veio em carne, recebeu o nome Jesus e em quem o próprio Deus estava.
2026-09-04 03:46:32