Rômulo Lopes Fonseca :
Eu concordaria com você se não fosse pela expulsão no segundo tempo. O clássico estava equilibrado até os 22 minutos. Depois do cartão vermelho, o jogo acabou para o Cruzeiro: o time passou a só se defender e o técnico ainda fez algumas mexidas que, na minha opinião, pioraram a situação.
E é justamente isso que vocês, principalmente de fora de Minas e do eixo Rio-São Paulo, muitas vezes não entendem sobre o clássico mineiro. Para mim, é o maior clássico do Brasil pela rivalidade e pela competitividade entre Cruzeiro e Atlético.
O problema é que outros clássicos tão grandes quanto esse quase nunca recebem a mesma atenção, principalmente quando o Cruzeiro vence. Agora, depois de uma vitória do Atlético marcada por uma expulsão bastante questionável, todo mundo passou a exaltar o jogo.
Eu reconheço que foi um jogão até a expulsão. Mas, na minha opinião, a arbitragem estragou o clássico. O critério não foi o mesmo durante toda a partida, e, em uma decisão tão importante, o árbitro deveria ter consultado o VAR.
O que revolta é a sensação de que o VAR e a arbitragem não têm o mesmo rigor quando as decisões envolvem o Cruzeiro. Já vimos situações contra Corinthians, Flamengo e agora contra o Atlético em que lances duvidosos foram analisados de maneiras completamente diferentes.
No primeiro tempo, por exemplo, houve entradas duríssimas em jogadores do Cruzeiro que sequer receberam cartão. No segundo, em um lance em que o jogador do Cruzeiro levou a mão ao adversário, o cartão vermelho veio rapidamente, sem revisão.
Então, sim: o clássico mineiro é gigante e foi um grande jogo. Mas dizer que ele foi decidido apenas dentro de campo é ignorar que a arbitragem teve papel fundamental. O jogo estava equilibrado e o Atlético tinha condições de vencer sem precisar da expulsão. Na minha opinião, a decisão da arbitragem tirou o Cruzeiro da disputa e acabou estragando um clássico que tinha tudo para ser ainda maior.
2026-09-04 14:03:20