Fábio Moreira :
Eu me recuso a aceitar que um erro deixe de ser errado apenas porque foi cometido por alguém de quem gostamos. Quem exerce função pública deve agir com transparência, responsabilidade e disposição para prestar contas, porque, como ensinou Jesus em Lucas 12:48, “a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá”. Se houver indícios de irregularidades, que sejam investigados com legalidade e imparcialidade. Investigar não é condenar; o inocente deve ser reconhecido como inocente, e o culpado, quando houver provas, deve responder por seus atos. O que não podemos admitir é rigor para os adversários e tolerância para os aliados. Provérbios 17:15 e 24:23 condenam a parcialidade, e 1 Pedro 4:17 nos lembra que o julgamento começa pela casa de Deus. Portanto, quem se declara cristão não deve buscar proteção especial, mas demonstrar ainda mais coerência entre fé e conduta. Também não podemos dizer que amamos a Deus enquanto alimentamos ódio contra quem pensa diferente, pois 1 João 4:20 afirma que aquele que diz amar a Deus e odeia seu irmão é mentiroso. A política não pode transformar o próximo em inimigo nem o cristão em alguém incapaz de amar, ouvir e agir com equilíbrio. Discordar não é odiar; fiscalizar não é perseguir; cobrar responsabilidade não é desejar a destruição de alguém. Nenhum político deve ocupar o lugar de Cristo, nenhum partido deve virar altar e nenhuma ideologia deve controlar nossa consciência acima da Palavra. Se o erro estiver no adversário, que seja confrontado; se estiver no aliado, também. Meu lado não é A nem B; meu lado é Jesus Cristo. Homens, governos e partidos passam, mas a Palavra de Deus permanece. E se afirmamos que amamos a Deus, esse amor precisa aparecer também na forma como tratamos quem discorda de nós.
Fabio Moreira de Araújo
2026-09-12 12:24:01