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Sunday 06 September 2026 14:59:08 GMT
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Comments

yesfeelings6
乂G O N Z A L O乂 :
"Seguro tenías a alguien que no lo ibas a dejar ir" 🤵🏻
2026-09-07 02:51:17
1351
emi37981
Emil🌹 :
cuando te bese🥴
2026-09-08 20:36:37
109
aixhis_fxas3
~☆𝓓𝓮𝓪𝔁𝔃𝓲_𝒾𝓍𝓏𝒽𝒶𝓍☆~ :
ufff k temazooo🗣️🗣️🗣️🗣️
2026-09-06 15:37:08
585
jahsesito.x_
𝗝 𝗔 𝗛 𝗦 𝗘 𝗛. 🕷️ :
"Y cuando te vi , supe que no eras para mí"
2026-09-20 13:59:45
193
me_lys_a
me_lys_a :
Esta música describe mi vida [Risita]
2026-09-07 22:41:26
30
av.va23
av.va23 :
“Pero cuando te vi, te juro que me decidí”
2026-10-14 00:05:09
13
genxsis10
G :
no eras para mí
2026-09-06 16:09:23
33
celtaprime123
Emmanuel :
Ponía cuando te bese en tal vez
2026-09-08 01:35:39
22
alexisortiz2302
.ğ :
jamas. se. equiboco cuando dijo ........
2026-09-24 05:50:57
6
icsant_23
SuperNova_NAVI :
por qué nadie es para mí? 😞
2026-09-09 06:42:51
7
gurru_minita83
♡𝕮𝖆𝖙𝖆𝖑𝖎𝖓𝖆^^ :
quien diría que de niña me iba a andar proyectando...
2026-09-19 00:48:46
19
cintia.bautista5
部 :
me muero está música mata el alma buen temazo ❤️
2026-09-21 02:01:56
12
lizterrones25
🌷❤ Lizbeth ❤🌷 :
uffff buen temazo
2026-09-08 17:26:15
7
..tatiana27
🌺Taty :
Y cuando te vi supe que no eras para mí 🥹 por qué : tiene mujer 😭😭😭😭 nooo por qué Ami me pasa esto soy tan salada
2026-09-28 21:58:41
5
xxflorxx65
XxNayxX :
"seguro tenías alguien que no lo hibas a dejar ir" 🥺
2026-09-20 21:01:42
7
camila.abigail.to
Camila Abigail Tolaba Chuchon :
eso lo estaba escuchando en el colegio cuando estaba en computo copiando la biografía de alguien y el profe me dejó ponerme musica pero a bajo volumen algo es algo y puse tal vez
2026-09-07 21:03:16
5
yiiis__17
𝒴𝒾𝒾𝓈 . :
2026-09-18 22:44:55
1
cristal61960
Samy🌸Mªciel🎀 :
2026-09-24 17:23:22
2
mari_0618.1
☆mariana☆ :
2026-09-15 00:26:22
2
f.p5213
Ĵĥëfëřṣ̌öň Pč :
❤️‍🩹🥹
2026-09-08 15:30:19
2
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SEMIDEUSES DA INTERNT! ESTOU FARTO! mesmo longo, vou postar *FARTO DE SEMIDEUSES* _Carlos R. Souza_* _“Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.”_ Há, nesse verso de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, uma confissão que nos constrange porque nos reconhece. O poeta olha ao redor e vê homens impecáveis, criaturas sempre vitoriosas, corajosas no instante certo, inteligentes em todas as conversas e dignas em todas as derrotas. Ninguém foi pequeno, ninguém fugiu, ninguém se humilhou, ninguém se perdeu nos corredores ridículos da própria existência. Todos parecem príncipes. Somente o poeta admite que foi vil, medroso, mesquinho e absurdo. E talvez sua grandeza esteja precisamente nisto: ele não se apresenta como grande. O poema antecipa, com dolorosa lucidez, a sociedade das aparências em que hoje vivemos. A internet não inventou a hipocrisia, porque a hipocrisia é muito mais antiga do que as máquinas. Ela nasceu quando o homem descobriu que poderia esconder aquilo que era e oferecer aos outros uma imagem mais conveniente de si mesmo. As redes sociais apenas lhe deram velocidade, filtros, audiência e permanência. A máscara, antes usada em algumas ocasiões, passou a ser residência. Publicamos a viagem, mas não a fuga. Mostramos a mesa posta, mas não o vazio da casa. Exibimos o amor, mas ocultamos o ressentimento. Apresentamos certezas, embora vivamos cercados de dúvidas. Demonstramos felicidade como quem apresenta um documento de identidade, temendo que os outros descubram que ela talvez não exista. Assim, o homem moderno já não deseja somente viver: deseja ser visto vivendo. Não lhe basta possuir alguma alegria; precisa convencer os outros de que é feliz. Entretanto, quanto mais aperfeiçoa a personagem, mais se distancia da pessoa. A imagem cresce e a alma diminui. O homem passa a amar não aquilo que é, mas aquilo que consegue parecer. E, ao amar a própria aparência, transforma-se em estrangeiro dentro de si mesmo. Agostinho, o bispo de Hipona,conheceu esse exílio interior. Procurou o repouso nas honras, nos prazeres, na inteligência, na admiração e nas criaturas. Amou as coisas belas, mas demorou a compreender que a beleza delas era apenas um sinal da Beleza que as criou. Procurou no exterior aquilo que somente poderia encontrar quando retornasse ao interior e, reconhecendo a própria insuficiência, se voltasse para Deus. Compreendeu, enfim, que o coração humano permanece inquieto enquanto não repousa naquele que o fez. Nosso tempo sofre da mesma inquietação, embora a disfarce com imagens alegres. Pedimos às curtidas que curem nossas inseguranças. Esperamos que seguidores preencham nossa solidão. Procuramos no elogio público uma certeza que não encontramos na consciência. Exigimos das criaturas aquilo que somente o Criador pode oferecer. Mas o aplauso não conhece a alma. A fama vê o rosto, não o homem. A multidão celebra hoje aquilo que amanhã esquecerá. O problema, portanto, não está apenas no uso da tecnologia, mas na desordem do coração. Quando amamos o inferior como se fosse superior e o passageiro como se fosse eterno, desorganizamos a própria existência. O reconhecimento público pode ser um bem relativo, mas se torna tirano quando ocupa o lugar da verdade. A imagem pode servir à vida, mas se converte em mentira quando a vida passa a servir à imagem. Cristo já havia denunciado aqueles que praticavam suas obras para serem vistos pelos homens. Oravam, jejuavam e davam esmolas, mas até mesmo as coisas santas haviam sido transformadas em espetáculo. O gesto era religioso; a intenção, idólatra. Não buscavam a glória de Deus, mas o olhar do público. E, quando o homem transforma o olhar alheio em sua recompensa, passa a viver como escravo de uma multidão que jamais poderá salvá-lo. Por isso Jesus chamou os hipócritas de sepulcros caiados: belos por fora, mas corrompidos por dentro. A hipocrisia bíblica não consiste simplesmente em cair, pois todos caem. Hipócrita não é o homem que
SEMIDEUSES DA INTERNT! ESTOU FARTO! mesmo longo, vou postar *FARTO DE SEMIDEUSES* _Carlos R. Souza_* _“Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.”_ Há, nesse verso de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, uma confissão que nos constrange porque nos reconhece. O poeta olha ao redor e vê homens impecáveis, criaturas sempre vitoriosas, corajosas no instante certo, inteligentes em todas as conversas e dignas em todas as derrotas. Ninguém foi pequeno, ninguém fugiu, ninguém se humilhou, ninguém se perdeu nos corredores ridículos da própria existência. Todos parecem príncipes. Somente o poeta admite que foi vil, medroso, mesquinho e absurdo. E talvez sua grandeza esteja precisamente nisto: ele não se apresenta como grande. O poema antecipa, com dolorosa lucidez, a sociedade das aparências em que hoje vivemos. A internet não inventou a hipocrisia, porque a hipocrisia é muito mais antiga do que as máquinas. Ela nasceu quando o homem descobriu que poderia esconder aquilo que era e oferecer aos outros uma imagem mais conveniente de si mesmo. As redes sociais apenas lhe deram velocidade, filtros, audiência e permanência. A máscara, antes usada em algumas ocasiões, passou a ser residência. Publicamos a viagem, mas não a fuga. Mostramos a mesa posta, mas não o vazio da casa. Exibimos o amor, mas ocultamos o ressentimento. Apresentamos certezas, embora vivamos cercados de dúvidas. Demonstramos felicidade como quem apresenta um documento de identidade, temendo que os outros descubram que ela talvez não exista. Assim, o homem moderno já não deseja somente viver: deseja ser visto vivendo. Não lhe basta possuir alguma alegria; precisa convencer os outros de que é feliz. Entretanto, quanto mais aperfeiçoa a personagem, mais se distancia da pessoa. A imagem cresce e a alma diminui. O homem passa a amar não aquilo que é, mas aquilo que consegue parecer. E, ao amar a própria aparência, transforma-se em estrangeiro dentro de si mesmo. Agostinho, o bispo de Hipona,conheceu esse exílio interior. Procurou o repouso nas honras, nos prazeres, na inteligência, na admiração e nas criaturas. Amou as coisas belas, mas demorou a compreender que a beleza delas era apenas um sinal da Beleza que as criou. Procurou no exterior aquilo que somente poderia encontrar quando retornasse ao interior e, reconhecendo a própria insuficiência, se voltasse para Deus. Compreendeu, enfim, que o coração humano permanece inquieto enquanto não repousa naquele que o fez. Nosso tempo sofre da mesma inquietação, embora a disfarce com imagens alegres. Pedimos às curtidas que curem nossas inseguranças. Esperamos que seguidores preencham nossa solidão. Procuramos no elogio público uma certeza que não encontramos na consciência. Exigimos das criaturas aquilo que somente o Criador pode oferecer. Mas o aplauso não conhece a alma. A fama vê o rosto, não o homem. A multidão celebra hoje aquilo que amanhã esquecerá. O problema, portanto, não está apenas no uso da tecnologia, mas na desordem do coração. Quando amamos o inferior como se fosse superior e o passageiro como se fosse eterno, desorganizamos a própria existência. O reconhecimento público pode ser um bem relativo, mas se torna tirano quando ocupa o lugar da verdade. A imagem pode servir à vida, mas se converte em mentira quando a vida passa a servir à imagem. Cristo já havia denunciado aqueles que praticavam suas obras para serem vistos pelos homens. Oravam, jejuavam e davam esmolas, mas até mesmo as coisas santas haviam sido transformadas em espetáculo. O gesto era religioso; a intenção, idólatra. Não buscavam a glória de Deus, mas o olhar do público. E, quando o homem transforma o olhar alheio em sua recompensa, passa a viver como escravo de uma multidão que jamais poderá salvá-lo. Por isso Jesus chamou os hipócritas de sepulcros caiados: belos por fora, mas corrompidos por dentro. A hipocrisia bíblica não consiste simplesmente em cair, pois todos caem. Hipócrita não é o homem que

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