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Os filhos escolhem suas mães antes de nascer. E talvez uma das razões mais profundas dessa escolha só seja compreendida quando já crescemos o suficiente para perceber tudo aquilo que elas fizeram sem nos contar. Quando somos pequenos, acreditamos que mãe simplesmente existe. A comida aparece. A roupa está limpa. Alguém percebe a febre antes mesmo de reclamarmos. Há uma voz perguntando se chegamos bem, um olhar que percebe quando alguma coisa não está certa, uma preocupação que nos acompanha mesmo quando já temos idade suficiente para cuidar de nós mesmos. Levamos anos para descobrir que nada disso era automático. Havia uma mulher por trás da palavra “mãe”. Uma mulher que também sentia medo, que também se cansava, que engolia preocupações para não nos assustar, que muitas vezes adiou a própria vida para que a nossa pudesse avançar. E talvez seja justamente aí que começa uma das grandes responsabilidades espirituais de um filho. Não em “pagar” o que recebeu, porque amor verdadeiro não apresenta cobrança. Mas em não perceber tarde demais. Há filhos que só compreendem o tamanho da mãe quando a casa dela fica silenciosa. Só sentem falta das perguntas repetidas quando o telefone já não toca. Só desejam mais uma conversa quando já não há voz do outro lado. Só entendem que aquela mulher estava envelhecendo quando procuram suas mãos e descobrem que o tempo passou por elas enquanto estavam ocupados demais vivendo. A espiritualidade ensina que ninguém nasce por acidente dentro de uma família. Há encontros que carregam compromissos antigos. Nem toda mãe será perfeita. Nem todo filho conseguirá permanecer perto. Mas, onde houve amor verdadeiro, existe uma missão que não deveria ser adiada: reconhecer enquanto ainda há tempo. Chega um momento em que aquela mulher que perguntava se você havia comido começa a esquecer os próprios remédios. Quem segurava sua mão para atravessar a rua passa a caminhar mais devagar. Quem esperava você chegar passa a esperar uma visita. E é nesse instante que a vida revela sua delicadeza mais dolorosa: o colo não desapareceu. Apenas mudou de direção. Fonte: Diário Espírita  #filhos #reencontros #espiritualidade #amor #fe
Os filhos escolhem suas mães antes de nascer. E talvez uma das razões mais profundas dessa escolha só seja compreendida quando já crescemos o suficiente para perceber tudo aquilo que elas fizeram sem nos contar. Quando somos pequenos, acreditamos que mãe simplesmente existe. A comida aparece. A roupa está limpa. Alguém percebe a febre antes mesmo de reclamarmos. Há uma voz perguntando se chegamos bem, um olhar que percebe quando alguma coisa não está certa, uma preocupação que nos acompanha mesmo quando já temos idade suficiente para cuidar de nós mesmos. Levamos anos para descobrir que nada disso era automático. Havia uma mulher por trás da palavra “mãe”. Uma mulher que também sentia medo, que também se cansava, que engolia preocupações para não nos assustar, que muitas vezes adiou a própria vida para que a nossa pudesse avançar. E talvez seja justamente aí que começa uma das grandes responsabilidades espirituais de um filho. Não em “pagar” o que recebeu, porque amor verdadeiro não apresenta cobrança. Mas em não perceber tarde demais. Há filhos que só compreendem o tamanho da mãe quando a casa dela fica silenciosa. Só sentem falta das perguntas repetidas quando o telefone já não toca. Só desejam mais uma conversa quando já não há voz do outro lado. Só entendem que aquela mulher estava envelhecendo quando procuram suas mãos e descobrem que o tempo passou por elas enquanto estavam ocupados demais vivendo. A espiritualidade ensina que ninguém nasce por acidente dentro de uma família. Há encontros que carregam compromissos antigos. Nem toda mãe será perfeita. Nem todo filho conseguirá permanecer perto. Mas, onde houve amor verdadeiro, existe uma missão que não deveria ser adiada: reconhecer enquanto ainda há tempo. Chega um momento em que aquela mulher que perguntava se você havia comido começa a esquecer os próprios remédios. Quem segurava sua mão para atravessar a rua passa a caminhar mais devagar. Quem esperava você chegar passa a esperar uma visita. E é nesse instante que a vida revela sua delicadeza mais dolorosa: o colo não desapareceu. Apenas mudou de direção. Fonte: Diário Espírita #filhos #reencontros #espiritualidade #amor #fe

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