@italadosanjoss: Ficar esperando se sentir pronta antes de sentar na cadeira de quem decide é pura covardia disfarçada de prudência. O verbo vem sempre antes do adjetivo. Ninguém acorda maratonista numa terça-feira chuvosa; você calça o tênis, engole o cansaço no asfalto e corre cinco quilômetros por dia durante meses até que o corpo entenda o recado. No trabalho a regra não muda nada. Você quer o adjetivo de bater meta alta, quer ser vista como referência, quer o rótulo de empresária segura. Só que o processo não quer saber do seu sentimento. Ele só responde ao que você executa na mesa de negociação. Quando você passa quarenta dias seguidos abrindo conversas difíceis, prospectando clientes e ajustando proposta que tomou não na cara, você não está apenas correndo atrás de faturamento. Você está refinando a sua conduta na prática. O trabalho me trabalha, e é essa repetição seca que entrega casca grossa. A meta que você colocou no papel não vai ser alcançada pela versão que você é hoje, sentada no sofá. Ela vai ser conquistada pela profissional que você se torna depois de repetir o básico cem vezes sem plateia. Qual execução desconfortável você anda travando essa semana só porque ainda tem medo de parecer despreparada?