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Perdi meu filho, Matheus Balbino Rodrigues Santos, de forma brutal. Desde aquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma. A dor de uma mãe que enterra um filho é indescritível, mas ela se torna ainda mais profunda quando se sente abandonada por um sistema que deveria proteger a vida e garantir justiça.
Meu clamor não é apenas pelo meu filho. É por todas as famílias baianas que vivem com medo da violência e por aqueles que sofrem diariamente com a precariedade dos serviços públicos. Enquanto tantas mães choram seus filhos vítimas da criminalidade, outras perdem seus familiares aguardando uma regulação na saúde que demora além do suportável. São histórias diferentes, mas marcadas pelo mesmo sentimento de abandono.
A Bahia enfrenta desafios graves na segurança pública e na saúde. Como cidadã, acredito que, após mais de vinte anos sob o mesmo grupo político no governo estadual, é legítimo cobrar resultados, transparência e mudanças. Independentemente de quem governa, a população tem o direito de exigir políticas públicas que protejam vidas, reduzam a violência, fortaleçam as investigações e ofereçam atendimento digno a quem precisa de um leito, de uma cirurgia ou de um tratamento urgente.
Meu pedido não nasce da política, mas da dor. Não quero que outras mães passem pelo que eu passei. Não quero que famílias enterrem seus filhos vítimas da violência, nem que pessoas morram esperando por uma regulação que deveria salvar vidas.
Continuarei levantando minha voz por justiça para Matheus e por uma Bahia onde a vida seja prioridade. O silêncio nunca devolveu um filho a uma mãe, mas a união da sociedade pode transformar indignação em mudança.
Justiça por Matheus. Justiça por todas as vítimas. A vida do povo baiano precisa voltar a ser tratada como prioridade.
2026-09-07 20:11:47