@farma_ictq: O Conar abriu processo para apurar publicações de influenciadores brasileiros que divulgaram canetas emagrecedoras produzidas no Paraguai e sem registro sanitário na Anvisa. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, entre os produtos citados estão Lipoless, Lipoland e Tirzec, apresentados como versões de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. As publicações ocorreram após eventos realizados em Ciudad del Este entre fevereiro e julho. A lista de influenciadores mencionados inclui Deborah Secco, Nicole Bahls, Gracyanne Barbosa, MC Daniel, Lucas Lucco, Juju Salimeni, Elieser Ambrosio, Kamilla Salgado, Léo Stronda e Emilly Araújo. O ponto central não é a participação em eventos no exterior. A legislação brasileira não impede esse tipo de viagem. O problema aparece quando a divulgação é direcionada ao público brasileiro e envolve medicamentos que não possuem autorização para comercialização no país. De acordo com a reportagem, esse tipo de publicidade pode violar regras sanitárias, o Código de Defesa do Consumidor e normas do próprio Conar. As sanções podem incluir multas que chegam a R$ 1,5 milhão. Mas a abertura do processo não significa condenação. Os envolvidos terão direito à defesa, e o caso será analisado pelo Conselho de Ética. Ao final, o Conar poderá recomendar alteração da publicidade, determinar sua suspensão ou arquivar a representação. O órgão afirma que já julgou 14 casos relacionados à divulgação de canetas emagrecedoras desde outubro de 2025. O episódio reforça uma fronteira que não deveria ser tratada como detalhe por quem produz conteúdo de saúde: medicamento sujeito a prescrição não é produto comum de consumo, e influência digital não substitui autorização sanitária.
ICTQ Pós Farmacêutica
Region: BR
Wednesday 09 September 2026 11:40:43 GMT
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