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Mato Grosso - Em 108 dos 142 municípios de Mato Grosso não há maternidade pública. Para as gestantes que vivem nesses locais, ter um filho significa pegar a estrada durante a gravidez, planejar onde ficar quando o parto se aproxima e montar uma logística para conseguir chegar à maternidade de referência a tempo. O g1 acompanhou histórias em cidades de perfis diferentes para mostrar como a falta de maternidades públicas afeta a população: em Araguainha, Maria Luiza Ferreira da Silva, de 38 anos, enfrentou viagens a cada 15 dias durante uma gravidez de alto risco; e, em Chapada dos Guimarães, Thais Banegas, de 38 anos, chama de “operação de guerra” a preparação para chegar a Cuiabá; em Vila Bela da Santíssima Trindade, Lucimara de Oliveira, de 33 anos, teve o terceiro filho pelas mãos do prefeito. 💡Neste ano, dos 10,9 mil nascimentos registrados em maternidades públicas do estado, mais de 2,7 mil ocorreram fora do município onde a mãe morava, aponta levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT). Os municípios não são obrigados a manter uma maternidade própria, mas a lei determina que o atendimento às gestantes seja garantido mesmo quando elas precisam deixar a cidade onde vivem. A legislação prevê serviços de referência em cada região de saúde e transporte quando a assistência necessária não estiver disponível no município de origem. A mesma lógica é adotada pelo SUS: uma maternidade pode atender gestantes de diferentes cidades. O sistema garante o atendimento, mas não estabelece até onde uma grávida pode ter de viajar para acessá-lo, uma questão especialmente sensível em Mato Grosso, estado de dimensões territoriais extensas. Veja mais em #g1  #tiktoknotícias #matogrosso #g1local
Mato Grosso - Em 108 dos 142 municípios de Mato Grosso não há maternidade pública. Para as gestantes que vivem nesses locais, ter um filho significa pegar a estrada durante a gravidez, planejar onde ficar quando o parto se aproxima e montar uma logística para conseguir chegar à maternidade de referência a tempo. O g1 acompanhou histórias em cidades de perfis diferentes para mostrar como a falta de maternidades públicas afeta a população: em Araguainha, Maria Luiza Ferreira da Silva, de 38 anos, enfrentou viagens a cada 15 dias durante uma gravidez de alto risco; e, em Chapada dos Guimarães, Thais Banegas, de 38 anos, chama de “operação de guerra” a preparação para chegar a Cuiabá; em Vila Bela da Santíssima Trindade, Lucimara de Oliveira, de 33 anos, teve o terceiro filho pelas mãos do prefeito. 💡Neste ano, dos 10,9 mil nascimentos registrados em maternidades públicas do estado, mais de 2,7 mil ocorreram fora do município onde a mãe morava, aponta levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT). Os municípios não são obrigados a manter uma maternidade própria, mas a lei determina que o atendimento às gestantes seja garantido mesmo quando elas precisam deixar a cidade onde vivem. A legislação prevê serviços de referência em cada região de saúde e transporte quando a assistência necessária não estiver disponível no município de origem. A mesma lógica é adotada pelo SUS: uma maternidade pode atender gestantes de diferentes cidades. O sistema garante o atendimento, mas não estabelece até onde uma grávida pode ter de viajar para acessá-lo, uma questão especialmente sensível em Mato Grosso, estado de dimensões territoriais extensas. Veja mais em #g1 #tiktoknotícias #matogrosso #g1local

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