Vash :
Concordo. O certo e o errado dependem da ética e da moral de cada indivíduo. Além disso, a moral se conecta com o próprio sentimentalismo: a partir do sentir, escolhemos o que é certo ou errado. Aí é que está: o ser humano é dominado pelos sentimentos, logo, automaticamente, não temos livre-arbítrio. O sentir é o parâmetro, mas, ao mesmo tempo, não é. Se eu fizer você sentir raiva, por exemplo, o seu argumento será o de contra-atacar.A moral e a ética foram apenas uma questão de selecionar os sentimentos que ajudavam a humanidade, classificando-os como 'humanos puros'. A sociedade ainda não entendeu que o 'mal' de um indivíduo é uma questão fisiológica, emocional e contextual, fruto de suas experiências.Vou além: as pessoas ditas 'más' não têm escolha. O cérebro delas utiliza artimanhas para tentar sobreviver; elas podem até achar que fazer o mal é prazeroso, mas, na realidade, essa foi a única opção que lhes sobrou. O próprio cérebro tenta escolher a melhor saída porque quer continuar vivo, e o mal vira uma fuga.O certo seria ensinar sobre as variações e mudanças que cada corpo possui, e criar grupos de apoio com pessoas que erraram, mas se tornaram 'do bem'. Na realidade atual, parece que alguém precisa se lascar para que o outro seja considerado bom. E, adivinhe: o mal continuará, porque ele se procria. Infelizmente, a maioria das pessoas 'do bem' ajuda a perpetuar a maldade. Quando aparece um indivíduo querendo mudar, elas o jogam para baixo, movidas por seus próprios sentimentos de superioridade moral. Então, no fim das contas, todo mundo nessa porra é mau!
2026-09-16 23:55:18