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Isso parece ficção científica, mas já está acontecendo. Em Singapura, pesquisadores colocaram em funcionamento um protótipo de data center que utiliza neurônios humanos vivos cultivados em laboratório para processar informações. (NUS Medicine) Os neurônios são derivados de células-tronco humanas e crescem sobre chips equipados com microeletrodos. Esses eletrodos enviam estímulos e registram a atividade das células, permitindo que elas respondam e se adaptem às informações recebidas. Ou seja, não estamos falando apenas de uma rede neural artificial. Estamos falando de neurônios humanos reais conectados a computadores. O sistema instalado na Universidade Nacional de Singapura possui 20 unidades CL1, desenvolvidas pela Cortical Labs. O objetivo é estudar uma forma de computação biológica capaz de aprender e realizar determinadas tarefas consumindo potencialmente muito menos energia do que sistemas tradicionais de inteligência artificial. (NUS Medicine) A ideia não surgiu do nada. Em um estudo publicado na revista Neuron, pesquisadores já haviam demonstrado que culturas de neurônios humanos e de roedores conectadas a um sistema computacional conseguiam modificar sua atividade e aprender uma versão simples do jogo Pong. Agora essa tecnologia começa a sair do laboratório e entrar em estruturas de computação maiores. Isso levanta perguntas fascinantes para a neurociência. Até onde um conjunto de neurônios cultivados consegue aprender? Como essas células armazenam informação? E em que momento a computação deixa de ser apenas silício e começa a usar a própria biologia como parte do processamento? O futuro da inteligência artificial talvez não seja totalmente artificial. Compartilhe com alguém que precisa conhecer essa história. Referência científica: Kagan BJ et al. In vitro neurons learn and exhibit sentience when embodied in a simulated game-world. Neuron. 2022.
Isso parece ficção científica, mas já está acontecendo. Em Singapura, pesquisadores colocaram em funcionamento um protótipo de data center que utiliza neurônios humanos vivos cultivados em laboratório para processar informações. (NUS Medicine) Os neurônios são derivados de células-tronco humanas e crescem sobre chips equipados com microeletrodos. Esses eletrodos enviam estímulos e registram a atividade das células, permitindo que elas respondam e se adaptem às informações recebidas. Ou seja, não estamos falando apenas de uma rede neural artificial. Estamos falando de neurônios humanos reais conectados a computadores. O sistema instalado na Universidade Nacional de Singapura possui 20 unidades CL1, desenvolvidas pela Cortical Labs. O objetivo é estudar uma forma de computação biológica capaz de aprender e realizar determinadas tarefas consumindo potencialmente muito menos energia do que sistemas tradicionais de inteligência artificial. (NUS Medicine) A ideia não surgiu do nada. Em um estudo publicado na revista Neuron, pesquisadores já haviam demonstrado que culturas de neurônios humanos e de roedores conectadas a um sistema computacional conseguiam modificar sua atividade e aprender uma versão simples do jogo Pong. Agora essa tecnologia começa a sair do laboratório e entrar em estruturas de computação maiores. Isso levanta perguntas fascinantes para a neurociência. Até onde um conjunto de neurônios cultivados consegue aprender? Como essas células armazenam informação? E em que momento a computação deixa de ser apenas silício e começa a usar a própria biologia como parte do processamento? O futuro da inteligência artificial talvez não seja totalmente artificial. Compartilhe com alguém que precisa conhecer essa história. Referência científica: Kagan BJ et al. In vitro neurons learn and exhibit sentience when embodied in a simulated game-world. Neuron. 2022.

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