@afrigoband:

THE AFRIGO BAND
THE AFRIGO BAND
Open In TikTok:
Region: UG
Friday 25 September 2026 11:31:01 GMT
16794
409
5
11

Music

Download

Comments

kafuluma
Gorret🦋 :
Guy in the coat is in too much pain
2026-09-25 18:42:53
1
evelynndagire620
Evelyn Ndagire :
Omwana wensenene Sewanyana, Omukama akugumye bambi
2026-09-25 20:22:22
1
mutungieriab3
Mama Mzee !!@@@ :
Gdbye
2026-09-25 16:00:56
0
ibraking34
Engineer ibra :
rip legendary papa moi
2026-09-25 12:11:01
0
user21554352174878
ssekajjigo :
🙏🙏🙏
2026-09-25 11:50:46
0
To see more videos from user @afrigoband, please go to the Tikwm homepage.

Other Videos

Se você foi chamado de chato com comida a vida inteira, existe uma explicação — e ela não tem nada a ver com frescura. A relação entre autismo e comida é, na maior parte das vezes, sensorial antes de ser preferência. Textura, temperatura, cheiro e som fazem parte da mesma informação, e chegam sem filtro. Uma textura que a maioria das pessoas nem registra pode ser a única coisa perceptível num prato inteiro — e o corpo responde a isso do jeito que responderia a qualquer estímulo aversivo: recusando. Não é o sabor que está sendo rejeitado, é o conjunto. A repetição vem da mesma lógica, por outro caminho. Comida conhecida é risco zero: você sabe a textura, a temperatura, o som, o cheiro e o que vai acontecer. Num dia com dezenas de variáveis imprevisíveis, essa é uma que dá pra fechar. Comer a mesma coisa por meses não é falta de imaginação — é economia de recurso. E aí aparece o fenômeno que quase ninguém explica: o alimento seguro que de repente para de funcionar, sem aviso e sem volta. Costuma acontecer depois de uma exposição muito longa ou de uma única experiência ruim associada a ele — e a partir dali o cérebro passa a tratar aquilo como categoria queimada. Não é birra: aquele alimento realmente deixou de ser possível. A parte que mais custa não é a comida em si. É trinta anos ouvindo que é manha, e aprender a comer coisa desconfortável em público só pra não ter que explicar. Dicas: Trate alimento seguro como recurso, não como problema. Ele é o que garante que você vai comer nos dias difíceis. Faça rodízio de propósito com o que você ama. Alternar antes de saturar é a melhor forma de não perder um alimento seguro para sempre. E se você convive com alguém assim, não insista
Se você foi chamado de chato com comida a vida inteira, existe uma explicação — e ela não tem nada a ver com frescura. A relação entre autismo e comida é, na maior parte das vezes, sensorial antes de ser preferência. Textura, temperatura, cheiro e som fazem parte da mesma informação, e chegam sem filtro. Uma textura que a maioria das pessoas nem registra pode ser a única coisa perceptível num prato inteiro — e o corpo responde a isso do jeito que responderia a qualquer estímulo aversivo: recusando. Não é o sabor que está sendo rejeitado, é o conjunto. A repetição vem da mesma lógica, por outro caminho. Comida conhecida é risco zero: você sabe a textura, a temperatura, o som, o cheiro e o que vai acontecer. Num dia com dezenas de variáveis imprevisíveis, essa é uma que dá pra fechar. Comer a mesma coisa por meses não é falta de imaginação — é economia de recurso. E aí aparece o fenômeno que quase ninguém explica: o alimento seguro que de repente para de funcionar, sem aviso e sem volta. Costuma acontecer depois de uma exposição muito longa ou de uma única experiência ruim associada a ele — e a partir dali o cérebro passa a tratar aquilo como categoria queimada. Não é birra: aquele alimento realmente deixou de ser possível. A parte que mais custa não é a comida em si. É trinta anos ouvindo que é manha, e aprender a comer coisa desconfortável em público só pra não ter que explicar. Dicas: Trate alimento seguro como recurso, não como problema. Ele é o que garante que você vai comer nos dias difíceis. Faça rodízio de propósito com o que você ama. Alternar antes de saturar é a melhor forma de não perder um alimento seguro para sempre. E se você convive com alguém assim, não insista "só um pedacinho". A informação que chega no corpo dele é diferente da que chega no seu — e insistir só ensina que a mesa é um lugar de conflito.

About