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Eu era muito obcecado por uma garota que estudava comigo. Gostava muito dela e, por causa disso, comecei a ultrapassar limites que hoje vejo que eram completamente errados.
Um dia, durante o intervalo, todo mundo saiu da sala e eu fiquei. Acabei mexendo escondido na mochila dela e encontrei uma chave que imaginei ser da casa dela. Peguei a chave, fui até um chaveiro e fiz uma cópia. Depois devolvi a original sem que ela percebesse, colocando junto com um chocolate na mochila dela.
Algum tempo depois, ela comentou que viajaria com os pais e eu imaginei que a casa ficaria vazia. Mentindo para os meus pais, peguei o carro e fui até a casa dela. Fui disfarçado, com barba falsa, óculos de sol, boné e roupas diferentes. Usei a chave que tinha copiado e entrei na casa. Não roubei nada; eu só queria ver como era o quarto dela e conhecer um pouco daquele lado da vida dela.
Foi aí que encontrei um caderno onde ela tinha anotado senhas de várias contas. Fotografei as senhas e fui embora.
Naquela madrugada, entrei nas contas dela enquanto imaginava que ela estivesse dormindo. Vi conversas, fotos e procurei saber com quem ela falava e se comentava alguma coisa sobre mim. Acabei descobrindo que ela falava coisas boas sobre mim.
Foi justamente aí que eu percebi o absurdo que tinha feito. Eu gostava tanto dela que achei que precisava descobrir tudo sobre a vida dela, quando, na verdade, eu poderia simplesmente ter conversado com ela. Me arrependi, parei de acessar as contas e nunca mais entrei na casa dela.
Hoje eu vejo que gostar de alguém não dá direito de invadir a privacidade dessa pessoa. Eu ultrapassei todos os limites possíveis e, mesmo tendo me arrependido depois, sei que o que fiz foi errado.
2026-09-25 21:55:45