@thasts.psico: Por que a dor de uma pessoa autista ainda é tão desvalorizada? A recente perda da criadora de conteúdo e escritora Fernanda Fialho, aos 29 anos, comoveu milhares de pessoas e acendeu um alerta clínico importante. Fernanda compartilhava a jornada do autismo adulto e da maternidade atípica após anos enfrentando diagnósticos incorretos. A sua história reflete a realidade de milhares de pessoas neurodivergentes, principalmente mulheres: a falta de diagnóstico precoce “força” a pessoa a viver sob camuflagem social ( masking ), tentando se adaptar a um lugar e não sabendo o motivo de “não se encaixar”. O resultado disso? Em alguns casos: - Exaustão extrema - burnout - quadros graves de ansiedade e/ou depressão. Dizer que o sofrimento de uma pessoa autista é "exagero", "drama" ou "falta de força de vontade" é uma forma de violência psicológica que isola ainda mais quem precisa de auxilio. A saúde mental na neurodivergência exige: 1. Escuta clínica qualificada e letrada em autismo adulto. 2. Validação da dor sem julgamentos. 3. Adaptação do ambiente e suporte emocional contínuo. 4. Se você está no espectro e enfrenta um momento difícil, saiba que a sua dor é válida. Não carregue esse peso sem apoio. Procure ajuda profissional e conte com o serviço gratuito do CVV pelo número 188.