camila saad :
Mas não dá para levar certos assuntos para a política como se a religião devesse determinar os direitos de todos, principalmente quando falamos de questões que não afetam a sua liberdade religiosa, como o casamento homoafetivo. A religião pode caminhar junto com a política, mas uma crença particular não deve ser imposta a toda a população. Um casamento homoafetivo não me afeta como cristã, e não deveria afetar você a ponto de querer impedir que outras pessoas se casem. Se acreditamos que Deus é o juiz de todos, quem somos nós para impor nossas crenças aos outros e achar que podemos julgar? Você pode mostrar Cristo, mas a escolha de segui-lo é de cada pessoa. Por outro lado, quando falamos de educação, igualdade de oportunidades, combate à pobreza e políticas de bem-estar coletivo, acredito que a fé cristã tem muito a contribuir. Cristo nos ensinou a amar o próximo e as Escrituras nos orientam a cuidar dos necessitados. A fé não deve ser apenas discurso, mas também atitude, porque, como diz Tiago, “a fé sem obras é morta”.
A religião não deveria ser usada para retirar direitos e nem impor nada, mas para nos lembrar da nossa responsabilidade com o próximo e com Cristo. E não existe um lado político que possamos definir como “o lado de Cristo”. Deus é soberano, acima de tudo isso, também não devemos apoiar aqueles que usam do nome de Deus para se propagar e ganhar voto, não há nenhum enviado de Deus para que usemos o versículo "quando o justo governa a população se alegra" isso nao vai acontecer, e nós como cristãos nao devemos usar frases nazistas disfarçadas de frases boas e nem apoiar aqueles que apoiam oque mata e desgraça a vida do outro, e estou falando dos dois lados. Antes de ser de direita ou de esquerda eu sou de Deus e é através disso e do que a bíblia ensina que eu devo escolher o meu voto e nao votar em que usa deus pra se vangloriar ou crescer.
2026-10-07 17:38:05