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A triste realidade não é que o Garro sumiu, mas sim que existe uma briga por espaço no setor ofensivo. A culpa não é do Memphis, mas ele tem papel nisso. Quando o Garro jogou com mais liberdade central, sem a sobreposição nas entrelinhas, ele teve uma sequência excelente com alto volume de passes certos, assistências e papel de protagonista na armação. O problema é que a volta de Memphis Depay impacta essa dinâmica, porque Memphis não joga como um 9 fixo; ele gosta de recuar justamente para a zona de articulação e segundo atacante, que é onde o Garro é mais produtivo. Com isso, o Garro acaba sendo deslocado para recompor pelas pontas ou recuar até a linha de volantes. Ele até quebra um galho nessas posições por disciplina tática, mas está longe de ser onde rende o seu melhor futebol. Não é uma questão de corpo mole, mas sim de desgaste físico e sacrifício tático: jogando fora do seu raio de ação principal, ele corre muito mais sem a bola e fica mais distante da área adversária. Se você coloca o Garro na armação e o Memphis como segundo atacante sem um ajuste fino, eles terminam ocupando a mesma faixa de campo e congestionando a criação. Na época de Ramón Díaz, esse trio encaixava melhor porque as funções eram bem delimitadas: Yuri Alberto atacava a profundidade nos espaços, Memphis flutuava como segundo atacante/pivô e o Garro ficava centralizado como o dono da armação. Com as mudanças de esquema e comissão técnica, essa sincronia se perdeu e os dois passaram a disputar o mesmo espaço.
2026-10-10 03:10:26