@andreavermont: Encarar a sua vida como uma casa obriga você a abrir portas desconfortáveis: a paternidade que você terceiriza, o casamento que você empurra com a barriga e o corpo adoecido que não vai te levar aos 90 anos. Olhar para a própria história, sem desonrar as origens, mas corrigindo os furos no peito, dá trabalho e exige maturidade real. Quem assume a faxina interna dos próprios papéis não tem um segundo sobrando para vigiar os tropeços alheios. Policiar e julgar a vida dos outros é apenas o refúgio covarde de quem vive fragmentado por dentro e não tem estômago para morar de verdade sob o próprio teto.