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عابر سبيل
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mezo890
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مافيه حد يستغني عن حد
2026-10-17 18:50:15
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hamad63570
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2026-10-18 08:20:30
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Leonel de Moura Brizola nasceu em 22 de janeiro de 1922, no povoado de Cruzinha, atual Carazinho, no Rio Grande do Sul. Filho de camponeses, teve infância pobre e precisou estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Formou-se engenheiro civil pela Universidade do Rio Grande do Sul, profissão que nunca exerceu. Entrou no PTB em 1945, ano de fundação do partido por Getúlio Vargas, e foi eleito deputado estadual em 1947. Em 1950, casou-se com Neusa Goulart, irmã de João Goulart, tendo Vargas como padrinho. Foi eleito deputado federal em 1954 e, no mesmo ano, prefeito de Porto Alegre. Em 1958, elegeu-se governador do Rio Grande do Sul. Em sua gestão, construiu mais de 5.800 escolas primárias, 275 escolas técnicas e 131 ginásios, além de criar a Caixa Econômica Estadual e a Companhia Riograndense de Telecomunicações. Em agosto de 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, os militares tentaram impedir a posse do vice-presidente João Goulart. Brizola, então governador, liderou a Campanha da Legalidade, transmitida por uma rede de rádios a partir do Palácio Piratini, em Porto Alegre. O movimento garantiu a posse de Jango, com a implantação do parlamentarismo como solução de compromisso. Em 1962, transferiu seu domicílio eleitoral para a Guanabara, elegendo-se deputado federal. Com o golpe militar de 1964, Brizola foi cassado e partiu para o exílio. Viveu no Uruguai até 1977, quando foi expulso por pressão da ditadura brasileira, seguindo para os Estados Unidos. Retornou ao Brasil em 1979, com a Lei da Anistia. Como perdeu o direito de usar a sigla PTB, fundou em 1980 o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Durante o exílio, aproximou-se da Internacional Socialista, cujos partidos o acolheram na Europa; o PDT se filiou à organização e adotou o símbolo do punho e da rosa. Em 1982, foi eleito governador do Rio de Janeiro, cargo que ocupou de 1983 a 1987. Sua gestão ficou marcada pela criação dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), projeto concebido com o educador Darcy Ribeiro e o arquiteto Oscar Niemeyer. As escolas de tempo integral ofereciam alimentação, esporte, cultura e assistência médica, atendendo sobretudo a população de baixa renda. Também construiu a Passarela do Samba, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Em 1984, apoiou a campanha das Diretas Já. Em 1989, disputou a primeira eleição presidencial direta após a ditadura e ficou em terceiro lugar, por pouco não chegando ao segundo turno. Apoiou Lula no segundo turno. Em 1990, foi novamente eleito governador do Rio, cumprindo mandato até 1994. Em 1993, criou a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Brizola se foi em 21 de junho de 2004, no Rio de Janeiro, aos 82 anos, vítima de um edema pulmonar seguido de infarto. Ao longo de sua trajetória, defendeu bandeiras como educação pública, reforma agrária, distribuição de renda e soberania nacional. Foi considerado herdeiro político de Getúlio Vargas e João Goulart, e sua frase-síntese resume seu projeto:
Leonel de Moura Brizola nasceu em 22 de janeiro de 1922, no povoado de Cruzinha, atual Carazinho, no Rio Grande do Sul. Filho de camponeses, teve infância pobre e precisou estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Formou-se engenheiro civil pela Universidade do Rio Grande do Sul, profissão que nunca exerceu. Entrou no PTB em 1945, ano de fundação do partido por Getúlio Vargas, e foi eleito deputado estadual em 1947. Em 1950, casou-se com Neusa Goulart, irmã de João Goulart, tendo Vargas como padrinho. Foi eleito deputado federal em 1954 e, no mesmo ano, prefeito de Porto Alegre. Em 1958, elegeu-se governador do Rio Grande do Sul. Em sua gestão, construiu mais de 5.800 escolas primárias, 275 escolas técnicas e 131 ginásios, além de criar a Caixa Econômica Estadual e a Companhia Riograndense de Telecomunicações. Em agosto de 1961, após a renúncia de Jânio Quadros, os militares tentaram impedir a posse do vice-presidente João Goulart. Brizola, então governador, liderou a Campanha da Legalidade, transmitida por uma rede de rádios a partir do Palácio Piratini, em Porto Alegre. O movimento garantiu a posse de Jango, com a implantação do parlamentarismo como solução de compromisso. Em 1962, transferiu seu domicílio eleitoral para a Guanabara, elegendo-se deputado federal. Com o golpe militar de 1964, Brizola foi cassado e partiu para o exílio. Viveu no Uruguai até 1977, quando foi expulso por pressão da ditadura brasileira, seguindo para os Estados Unidos. Retornou ao Brasil em 1979, com a Lei da Anistia. Como perdeu o direito de usar a sigla PTB, fundou em 1980 o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Durante o exílio, aproximou-se da Internacional Socialista, cujos partidos o acolheram na Europa; o PDT se filiou à organização e adotou o símbolo do punho e da rosa. Em 1982, foi eleito governador do Rio de Janeiro, cargo que ocupou de 1983 a 1987. Sua gestão ficou marcada pela criação dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), projeto concebido com o educador Darcy Ribeiro e o arquiteto Oscar Niemeyer. As escolas de tempo integral ofereciam alimentação, esporte, cultura e assistência médica, atendendo sobretudo a população de baixa renda. Também construiu a Passarela do Samba, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Em 1984, apoiou a campanha das Diretas Já. Em 1989, disputou a primeira eleição presidencial direta após a ditadura e ficou em terceiro lugar, por pouco não chegando ao segundo turno. Apoiou Lula no segundo turno. Em 1990, foi novamente eleito governador do Rio, cumprindo mandato até 1994. Em 1993, criou a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Brizola se foi em 21 de junho de 2004, no Rio de Janeiro, aos 82 anos, vítima de um edema pulmonar seguido de infarto. Ao longo de sua trajetória, defendeu bandeiras como educação pública, reforma agrária, distribuição de renda e soberania nacional. Foi considerado herdeiro político de Getúlio Vargas e João Goulart, e sua frase-síntese resume seu projeto: "Precisamos inundar o país de consciências esclarecidas". . . . Tags: #PDT #brizola #ciep #Política #leonelbrizola

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