@vozbahiana: Você conhece a Festa de Iemanjá que aparece no Instagram. Flores. Branco. Multidão. 🖤 Mas tem outra festa. Antes dessa. E depois dessa. Que os turistas nunca veem. À meia-noite do dia 1 para o dia 2... os pescadores se reúnem na Colônia Z-1. Sem câmera. Sem público. E fazem as primeiras oferendas a Oxum antes de Iemanjá. Porque sem Oxum, Iemanjá não aceita nada. Esse ritual existe há mais de 100 anos. E pouquíssima gente sabe. A festa pública começa ao sol. 40-50 pescadores organizam tudo. E então os pescadores levam as oferendas pro mar. Em barcos. A uma distância onde ninguém vê. E as ondas respondem. Se o mar aceita... as oferendas somem nas profundezas. Se o mar recusa... as ondas devolvem os presentes pra praia. Flores chegando de volta à areia. A rainha dizendo que não. Dois dias depois, grupos fechados voltam ao mar em silêncio. Com oferendas mais íntimas. As que não são fotografadas. A festa de Iemanjá que o mundo vê é linda. Mas a festa de Iemanjá que existe... é outra coisa. 🔇 Ligue o som. 📍 Rio Vermelho — Salvador, Bahia — 2 de fevereiro #bahia #iemanja #historia #riovermelho #salvador