Pedrones :
Recentemente assisti dois filmes que são duas versões baseadas na mesma história do livro Deixa ela entrar, com uma temática que explora o folclore vampirico, e tem essa vibe de ser belo e sombrio ao mesmo tempo.
Deixa ela entrar (2008), versão original sueca e mesmo nome do livro.
Deixe me entrar (2010), refilmagem americana.
Os dois filmes são bons, cada um com suas respectivas adaptações e estilos culturais e locais, além de abordar temas como amizade e afeto entre crianças de mundos diferentes, bullying, isolamento profundo, melancolia, amadurecimento e a necessidade humana de conexão.
Não é um terror convencional que dá medo e sustos constantes, mas sim um terror psicológico misturado com terror melancólico e poético, que nos dá uma sensação de estranheza, reflexão e um sentimento de felicidade e vazio ao mesmo tempo, é um conflito de emoções que nos faz pensar mesmo após o término do filme.
Das duas versões, particularmente considero a sueca como a melhor, tem uma atmosfera única, em que não há outro filme que se compare a este, a narrativa consegue ser mais fiel ao livro, foge do padrão de Hollywood e das histórias padronizadas de vampiro, como se quebrasse esteriótipos e apesar de ser lenta, a história se desenvolve de uma forma simples e natural.
A versão americana é boa na tensão, nos efeitos audiovisuais e na trilha sonora, mas acho a versão sueca superior.
E os instrumentais de fundo que tocam nos dois filmes, principalmente nos créditos finais são excelentes, obras primas.
São filmes que não prometem nada, mas entregam tudo, mesmo que não são sejam muito conhecidos e sejam subestimados, polêmica à parte até considero melhor que Crepúsculo, Anjos da Noite ou Diario de um Vampiro.
Enfim, vale muito a pena assistir essas duas versões e refletir sobre a vida, se pudesse esqueceria só para assistir como se fosse a primeira vez. E são bons para assistir em um fim de semana, além de combinar com a época de halloween.
2026-10-19 23:53:09