ThiagoZ1wx 🪽 :
e gente combater o fascismo não exige transformar todo assunto em disputa partidária, e muito menos tratar saúde mental como uma pauta inconveniente até segunda ordem. A esquerda que eu defendo luta por dignidade humana, educação, saúde pública e condições de vida melhores e isso inclui pessoas que sofrem bullying, fobia social, ansiedade e depressão, é perfeitamente legítimo cobrar posicionamento político de quem tem alcance e influência. O que não faz sentido é presumir que falar sobre bullying no Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola seja uma escolha inadequada simplesmente porque o país está politicamente polarizado. Uma pauta não precisa desaparecer para que outra seja importante, e digo isso como alguém que sofreu bullying durante boa parte do ensino fundamental e convive com questões de saúde mental desde a infância. Para quem já foi humilhado, excluído e obrigado a lidar com consequências que os outros nem sequer enxergam, esse assunto não é uma distração da realidade política. É parte dela,A gente pode cobrar coerência política de influenciadores sem exigir que toda manifestação pública seja um pronunciamento ideológico. Consciência política sem humanidade vira apenas torcida; militância que não consegue reconhecer o sofrimento humano fora da própria agenda corre o risco de reproduzir a mesma lógica de desumanização que diz combater.Então sim, vamos cobrar posicionamento contra o fascismo, racismo, LGBTfobia e todas as formas de opressão. Mas sem cair na contradição de desmerecer uma discussão necessária sobre saúde mental porque ela não aconteceu no formato ou no momento que esperávamos. A luta por dignidade humana não deveria funcionar por exclusividade de pauta
2026-10-20 17:38:08