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Hannah Hunt
Hannah Hunt
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Wednesday 21 October 2026 10:01:39 GMT
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Anatomia de um silêncio: o Nordeste que não se cala Em 20 de outubro, o deputado Nikolas Ferreira publicou o vídeo “O Nordeste que foi esquecido”, gravado em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Cinco moradores descrevem a própria vida: saúde, saneamento, segurança, emprego. Sem palanque. Gente com nome e rosto. Em oito horas, 100 milhões de visualizações, segundo o GP1. À tarde, o Instagram retirou o áudio. A Meta disse ao UOL que foi por solicitação de direitos autorais sobre a música, sem informar quem pediu. Nikolas afirma que o pedido veio do cantor Rubel, via Sony. Essa acusação não foi confirmada de forma independente, e Rubel e a Sony não se manifestaram. Os números do próprio vídeo: 36,5 milhões de pessoas sem coleta de esgoto, 14 milhões sem água tratada, mais de 300 mil nordestinos na fila por cirurgias. Minha opinião: a censura do nosso tempo não apaga, deixa mudo. O vídeo fica, a voz some. Entre 1968 e 1975, o Estadão publicou versos de Camões no lugar das reportagens cortadas. A censura sempre deixa um formato. Antes, cheirava a bolo. Hoje, soa como silêncio. Minha opinião: direito autoral existe para proteger o autor, não para escolher quais vozes um povo pode ouvir. Contra um argumento, existe o contra argumento. Contra um testemunho, só existe o silêncio. E desta vez o silêncio produziu o efeito contrário: cem milhões viram, e o país soube que tentaram impedir. Quem não pode refutar a verdade tenta calar quem a diz. Não calei. Não calarei. Eu republico. E você? Fontes: GP1 e O Tempo (20.10.2026), Poder360, Meta ao UOL. #JoséBrunoPinheiro #NãoCalemOsNordestinos #Nordeste #Eleições2026 #liberdadedeexpressão
Anatomia de um silêncio: o Nordeste que não se cala Em 20 de outubro, o deputado Nikolas Ferreira publicou o vídeo “O Nordeste que foi esquecido”, gravado em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Cinco moradores descrevem a própria vida: saúde, saneamento, segurança, emprego. Sem palanque. Gente com nome e rosto. Em oito horas, 100 milhões de visualizações, segundo o GP1. À tarde, o Instagram retirou o áudio. A Meta disse ao UOL que foi por solicitação de direitos autorais sobre a música, sem informar quem pediu. Nikolas afirma que o pedido veio do cantor Rubel, via Sony. Essa acusação não foi confirmada de forma independente, e Rubel e a Sony não se manifestaram. Os números do próprio vídeo: 36,5 milhões de pessoas sem coleta de esgoto, 14 milhões sem água tratada, mais de 300 mil nordestinos na fila por cirurgias. Minha opinião: a censura do nosso tempo não apaga, deixa mudo. O vídeo fica, a voz some. Entre 1968 e 1975, o Estadão publicou versos de Camões no lugar das reportagens cortadas. A censura sempre deixa um formato. Antes, cheirava a bolo. Hoje, soa como silêncio. Minha opinião: direito autoral existe para proteger o autor, não para escolher quais vozes um povo pode ouvir. Contra um argumento, existe o contra argumento. Contra um testemunho, só existe o silêncio. E desta vez o silêncio produziu o efeito contrário: cem milhões viram, e o país soube que tentaram impedir. Quem não pode refutar a verdade tenta calar quem a diz. Não calei. Não calarei. Eu republico. E você? Fontes: GP1 e O Tempo (20.10.2026), Poder360, Meta ao UOL. #JoséBrunoPinheiro #NãoCalemOsNordestinos #Nordeste #Eleições2026 #liberdadedeexpressão

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