arthuuur.m :
hoje eu voltei aqui mais uma vez, engraçado como o tempo passa, né? parece que foi ontem que escrevi aquelas palavras pela primeira vez, tentando encontrar uma forma de guardar tudo aquilo que eu sentia por você em algum lugar onde o tempo não pudesse tocar. depois voltei, 454 dias longe de você, e ainda escrevi como quem, no fundo, não tinha aprendido a existir sem sentir sua falta, e hoje estou aqui novamente. às vezes me pergunto quantas vezes ainda vou voltar nesse comentário. quantas vezes essa música ainda vai tocar e eu vou me lembrar de nós. se, daqui a dez, vinte ou trinta anos, ainda vou sentir aquele aperto no peito quando ouvir os primeiros acordes, ou se um dia tudo isso vai se transformar apenas em uma lembrança bonita de alguém que um dia conheceu o amor de uma forma que jamais imaginou ser possível; não sei onde você está, como está sua vida, quais sonhos realizou ou quais caminhos escolheu seguir. talvez você já tenha vivido histórias que nunca vou conhecer, talvez alguém tenha aprendido a gostar das suas manias, a reconhecer seu jeito de sorrir e a te abraçar nos dias difíceis. e, se isso aconteceu, espero, de verdade, que você seja feliz. acho que uma das coisas mais difíceis de amar alguém é aceitar que a vida dessa pessoa continua acontecendo, mesmo quando já não fazemos parte dela. por muito tempo, tive medo de nunca mais amar alguém daquela maneira. tinha medo de conhecer outras pessoas e, no fundo, continuar procurando em cada uma delas um pedacinho de você. tinha medo de um dia me casar, construir uma família, olhar para a pessoa ao meu lado e me perguntar se eu havia encontrado o amor da minha vida ou apenas alguém com quem a vida deu certo. hoje, não sei se tenho as respostas que procurava naquela época. talvez algumas perguntas nunca precisem de respostas. talvez crescer seja entender que existem pessoas que marcam tanto a nossa história que, mesmo depois de irem embora, continuam existindo em alguma parte de quem nos tornamos. e sabe o que é mais estranho? eu ainda me lembro daquela praça de alimentação, do seu aniversário em janeiro, da chuva, do violão e de Tempo Perdido tocando naquela sala. lembro da praia, do vento
2026-10-31 22:56:58