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Esse costume que as instituições têm de exigir que os alunos cortem o cabelo é simplesmente uma das heranças do colonialismo.
Antigamente, os europeus impunham aos africanos o corte de cabelo por questões de racismo, discriminação e dominação. O cabelo faz parte da cultura e das características físicas de um povo. Por considerarem o nosso cabelo feio ou ruim, como costumam dizer, os colonizadores impunham o seu corte aos homens e às mulheres escravizados, numa tentativa de apagar a sua identidade cultural e facilitar os processos de dominação.
Como os países africanos, principalmente Angola, ainda não conseguiram desvincular-se completamente da influência colonial, muitas instituições continuam a perpetuar esse tipo de costume, exigindo que os alunos, sobretudo aqueles de pele mais escura, cortem o cabelo.
Trata-se de um costume retrógrado, discriminatório e sem qualquer justificação lógica ou pedagógica.
Angola e vários outros países africanos ainda sofrem as consequências de uma mentalidade colonial profundamente enraizada, quase como uma espécie de síndrome de Estocolmo cultural. Enquanto não nos libertarmos dessas amarras psicológicas e culturais, será difícil alcançarmos a verdadeira emancipação e o desenvolvimento de África.
2026-11-05 08:16:28