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➡️ COLUNA MARIO SABINO A vitória avassaladora da oposição nas eleições de meio de mandato de Donald #Trump mostrou que as notícias sobre a morte da #democracia americana eram prematuras. Aos 250 anos, o sistema que fez dos #EstadosUnidos a nação grandiosa que é continua capaz de se regenerar pelo voto. Os eleitores disseram não a um presidente que, além de trair promessas de campanha, como a de evitar enfiar o país em guerras inflacionárias como a do Irã, vinha dando vazão a tentações autoritárias que causavam pesadelos aos assustadiços com a possibilidade de a própria democracia ser subvertida. Eles, os eleitores, contiveram Trump punindo o seu partido, o Republicano, que se deixou tomar por um narcisista perverso e pagou a conta nas urnas, como deve ser. O resultado está aí: os republicanos perderam a maioria no Senado e na Câmara, e o inquilino da Casa Branca terá de se haver nos próximos dois anos com um Partido Democrata que ressurgiu das cinzas para enquadrá-lo. Ao contrário do que acreditavam os assustadiços, nunca houve a menor chance de a realidade imitar a distopia do romance The Plot Against America, de Phillip Roth, no qual a mais vigorosa democracia do mundo se vê na iminência de aderir ao nazifascismo. A derrota de Trump e dos republicanos desfez também a narrativa de que os Estados Unidos estavam para se tornar uma nação governada pelos plutocratas da tecnologia. As centenas de milhões de dólares despejadas por Elon Musk e similares em campanhas de amigos teleguiados revelaram-se um desperdício de dinheiro. A história ensina que americanos não toleram candidatos a reis, imperadores, ditadores ou caudilhos de qualquer espécie. As realezas americanas sempre têm prazo de validade, duram o tempo da perda de ilusões. #Metropoles
➡️ COLUNA MARIO SABINO A vitória avassaladora da oposição nas eleições de meio de mandato de Donald #Trump mostrou que as notícias sobre a morte da #democracia americana eram prematuras. Aos 250 anos, o sistema que fez dos #EstadosUnidos a nação grandiosa que é continua capaz de se regenerar pelo voto. Os eleitores disseram não a um presidente que, além de trair promessas de campanha, como a de evitar enfiar o país em guerras inflacionárias como a do Irã, vinha dando vazão a tentações autoritárias que causavam pesadelos aos assustadiços com a possibilidade de a própria democracia ser subvertida. Eles, os eleitores, contiveram Trump punindo o seu partido, o Republicano, que se deixou tomar por um narcisista perverso e pagou a conta nas urnas, como deve ser. O resultado está aí: os republicanos perderam a maioria no Senado e na Câmara, e o inquilino da Casa Branca terá de se haver nos próximos dois anos com um Partido Democrata que ressurgiu das cinzas para enquadrá-lo. Ao contrário do que acreditavam os assustadiços, nunca houve a menor chance de a realidade imitar a distopia do romance The Plot Against America, de Phillip Roth, no qual a mais vigorosa democracia do mundo se vê na iminência de aderir ao nazifascismo. A derrota de Trump e dos republicanos desfez também a narrativa de que os Estados Unidos estavam para se tornar uma nação governada pelos plutocratas da tecnologia. As centenas de milhões de dólares despejadas por Elon Musk e similares em campanhas de amigos teleguiados revelaram-se um desperdício de dinheiro. A história ensina que americanos não toleram candidatos a reis, imperadores, ditadores ou caudilhos de qualquer espécie. As realezas americanas sempre têm prazo de validade, duram o tempo da perda de ilusões. #Metropoles

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