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O que aconteceu em Ciudad Juárez foi que o Estado e o Crime trabalharam juntos na produção de morte de uma categoria: mulheres jovens, pobres, racializadas e trabalhadoras. A Rita Segato nos pergunta: e o que poderia ser mais emblemático do lugar de submetimento?  A impunidade não era só uma falha no sistema de segurança pública, mas parte da demonstração de domínio e controle que certos grupos detinham naquele território. Inclusive, nem houve o reconhecimento de que esses casos eram crimes de gênero, foi dito que eram apenas “dano colateral” da disputa entre cartéis e militares.  E, quando paramos para pensar em que outros crimes assistimos o mesmo acontecer nos deparamos com inúmeros exemplos…  Quando a Berenice Bento vai falar sobre o assassinato de mulheres trans e travestis no Brasil, ela retoma as ideias de Rita Segato e propõe que o que acontece aqui é uma “espetacularização exemplar”. Pra ela, uma sociedade precisa dos heróis e dos párias e o assassinato das identidades transfemininas e toda a impunidade subsequente indica quem deve habitar a nação.  Um tema bem leve esse que escolhi para pesquisar no mestrado… mas a raiva me mobiliza a escrever com dedicação e a vir aqui compartilhar esse conhecimento tão importante. Então segue aqui as referências que utilizei nesse vídeo para os que quiserem se aprofundar nessa jornada também!  Fontes: Rita Laura Segato (2005). @ritalsegato . Território, soberania e crimes de segundo estado: a escritura nos corpos das mulheres de Ciudad Juárez. Revista Estudos Feministas, 13(2) 265-285.  Berenice Bento (2016). @berenice.bento1 . Transfeminicídio: violência de gênero e o gênero da violência. In Colling L. (Org,), Dissidências sexuais e de gênero (pp.43-68). EDUFBA.  #feminicidio #feminismo #americalatina #violenciadegenero #ciudadjuarez
O que aconteceu em Ciudad Juárez foi que o Estado e o Crime trabalharam juntos na produção de morte de uma categoria: mulheres jovens, pobres, racializadas e trabalhadoras. A Rita Segato nos pergunta: e o que poderia ser mais emblemático do lugar de submetimento? A impunidade não era só uma falha no sistema de segurança pública, mas parte da demonstração de domínio e controle que certos grupos detinham naquele território. Inclusive, nem houve o reconhecimento de que esses casos eram crimes de gênero, foi dito que eram apenas “dano colateral” da disputa entre cartéis e militares. E, quando paramos para pensar em que outros crimes assistimos o mesmo acontecer nos deparamos com inúmeros exemplos… Quando a Berenice Bento vai falar sobre o assassinato de mulheres trans e travestis no Brasil, ela retoma as ideias de Rita Segato e propõe que o que acontece aqui é uma “espetacularização exemplar”. Pra ela, uma sociedade precisa dos heróis e dos párias e o assassinato das identidades transfemininas e toda a impunidade subsequente indica quem deve habitar a nação. Um tema bem leve esse que escolhi para pesquisar no mestrado… mas a raiva me mobiliza a escrever com dedicação e a vir aqui compartilhar esse conhecimento tão importante. Então segue aqui as referências que utilizei nesse vídeo para os que quiserem se aprofundar nessa jornada também! Fontes: Rita Laura Segato (2005). @ritalsegato . Território, soberania e crimes de segundo estado: a escritura nos corpos das mulheres de Ciudad Juárez. Revista Estudos Feministas, 13(2) 265-285. Berenice Bento (2016). @berenice.bento1 . Transfeminicídio: violência de gênero e o gênero da violência. In Colling L. (Org,), Dissidências sexuais e de gênero (pp.43-68). EDUFBA. #feminicidio #feminismo #americalatina #violenciadegenero #ciudadjuarez

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