@mysteryghost7228:

Indiana /
Indiana /
Open In TikTok:
Region: US
Tuesday 06 October 2026 19:04:55 GMT
1094
11
0
3

Music

Download

Comments

There are no more comments for this video.
To see more videos from user @mysteryghost7228, please go to the Tikwm homepage.

Other Videos

Esta senhora de sorriso doce foi torturada até quebrarem as pernas dela, e nunca revelou nada. Nesta foto, uma senhora de mais de 90 anos sorri para a câmera, envolta num casaco escuro. O rosto é gentil, quase igual ao de qualquer avó. Mas essa mulher foi presa e torturada pela Gestapo, a polícia secreta naz-ista, teve as pernas quebradas a pauladas, e mesmo assim nunca entregou um único nome. O nome dela era Irena Sendler. Assistente social polonesa, não era judia. O pai dela, médico, morreu de tifo depois de cuidar de pacientes pobres que outros médicos recusavam atender. Antes de morrer, deixou uma frase que ela carregou pelo resto da vida: se você vir alguém se afogando, pule para ajudar, mesmo que você não saiba nadar. Quando os naz-istas fecharam meio milhão de judeus dentro do Gueto de Varsóvia, Irena usava sua autorização de assistente social para entrar lá, oficialmente para inspecionar condições sanitárias. Na prática, ela entrava para tirar crianças escondidas de dentro do gueto. Bebês eram sedados e levados dentro de caixas de ferramentas, sacos e até caixões. Crianças maiores saíam por esgotos. No carro que usava para transportar algumas delas, havia um cachorro treinado para latir bem alto toda vez que passavam por um soldado alemão, só para abafar o choro. Antes de tirar qualquer criança, Irena precisava convencer as próprias mães a entregá-las. Ela nunca prometia nada além da verdade: não podia garantir que a criança sobreviveria lá fora, só podia garantir que, se ficasse, morreria. Para que essas crianças um dia pudessem recuperar quem realmente eram, Irena anotava o nome verdadeiro de cada uma, escondia os papéis dentro de potes de vidro e enterrava tudo debaixo de uma macieira, no jardim de uma amiga. Em outubro de 1943, a Gestapo a prendeu. Na prisão de Pawiak, quebraram os pés e as pernas dela tentando arrancar os nomes da resistência e o paradeiro das crianças. Ela não falou nada. Foi condenada à morte, mas a resistência conseguiu subornar um guarda, que a tirou escondida da prisão e registrou, oficialmente, que ela tinha sido executada. A guerra acabou, mas o sofrimento de Irena não. O governo comunista que tomou a Polônia depois a prendeu de novo, em 1948, por causa dos laços dela com a resistência. Quando Israel a homenageou em 1965, a Polônia comunista nem deixou ela viajar para receber a honraria, só em 1983. Por décadas, o mundo simplesmente não soube da existência dela. Isso só mudou em 1999, quando três alunas de um colégio no Kansas encontraram uma reportagem pequena sobre ela e acharam que era erro de digitação:
Esta senhora de sorriso doce foi torturada até quebrarem as pernas dela, e nunca revelou nada. Nesta foto, uma senhora de mais de 90 anos sorri para a câmera, envolta num casaco escuro. O rosto é gentil, quase igual ao de qualquer avó. Mas essa mulher foi presa e torturada pela Gestapo, a polícia secreta naz-ista, teve as pernas quebradas a pauladas, e mesmo assim nunca entregou um único nome. O nome dela era Irena Sendler. Assistente social polonesa, não era judia. O pai dela, médico, morreu de tifo depois de cuidar de pacientes pobres que outros médicos recusavam atender. Antes de morrer, deixou uma frase que ela carregou pelo resto da vida: se você vir alguém se afogando, pule para ajudar, mesmo que você não saiba nadar. Quando os naz-istas fecharam meio milhão de judeus dentro do Gueto de Varsóvia, Irena usava sua autorização de assistente social para entrar lá, oficialmente para inspecionar condições sanitárias. Na prática, ela entrava para tirar crianças escondidas de dentro do gueto. Bebês eram sedados e levados dentro de caixas de ferramentas, sacos e até caixões. Crianças maiores saíam por esgotos. No carro que usava para transportar algumas delas, havia um cachorro treinado para latir bem alto toda vez que passavam por um soldado alemão, só para abafar o choro. Antes de tirar qualquer criança, Irena precisava convencer as próprias mães a entregá-las. Ela nunca prometia nada além da verdade: não podia garantir que a criança sobreviveria lá fora, só podia garantir que, se ficasse, morreria. Para que essas crianças um dia pudessem recuperar quem realmente eram, Irena anotava o nome verdadeiro de cada uma, escondia os papéis dentro de potes de vidro e enterrava tudo debaixo de uma macieira, no jardim de uma amiga. Em outubro de 1943, a Gestapo a prendeu. Na prisão de Pawiak, quebraram os pés e as pernas dela tentando arrancar os nomes da resistência e o paradeiro das crianças. Ela não falou nada. Foi condenada à morte, mas a resistência conseguiu subornar um guarda, que a tirou escondida da prisão e registrou, oficialmente, que ela tinha sido executada. A guerra acabou, mas o sofrimento de Irena não. O governo comunista que tomou a Polônia depois a prendeu de novo, em 1948, por causa dos laços dela com a resistência. Quando Israel a homenageou em 1965, a Polônia comunista nem deixou ela viajar para receber a honraria, só em 1983. Por décadas, o mundo simplesmente não soube da existência dela. Isso só mudou em 1999, quando três alunas de um colégio no Kansas encontraram uma reportagem pequena sobre ela e acharam que era erro de digitação: "2.500 crianças salvas? Deve ser 250." Foi assim que descobriram que Irena ainda estava viva, aos 90 anos, morando num asilo em Varsóvia. Anos depois, ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, mas perdeu para Al Gore. Irena Sendler morreu em 2008, aos 98 anos, dizendo que se arrependia de não ter feito mais. Ela salvou 2.500 crianças e ainda achava que devia mais. Toda curiosidade histórica, por mais simples ou estranha que pareça, tem algo a ensinar. Obrigado pela leitura. Compartilhe e siga nossa página — publicamos histórias assim todos os dias. FONTE: United States Holocaust Memorial Museum (USHMM), arquivo sobre Irena Sendler; Norman Conard, "Life in a Jar: A National History Day Project that Touched the World" (Social Education, National Council for the Social Studies).

About